SisPro · Horizonte 2032

Secretaria de Governança e Inteligência Estratégica · Centro de Estudos Prospectivos

Nível de leitura
A resposta

Mantidas as tendências observadas, o Superior Tribunal de Justiça deve receber cerca de — processos recursais em 2032.

— — processos recursais projetados para 2032
Faixa provável: —. Em 19 de cada 20 cenários, o valor real deve cair dentro dessa faixa. Intervalo de predição de 95% pelo modelo de Componentes.
Como o número se forma

De onde vêm os processos que chegam ao STJ

O modelo segue o caminho real do processo. Cada elo é medido; nenhum é suposto.

Lendo a cadeia da esquerda para a direita: de cada 100 processos que os tribunais de 2º grau encerram, cerca de — chegam ao STJ como recurso. É a multiplicação desses três elos que produz a projeção — e é por isso que uma mudança no 2º grau se propaga até aqui.
Trajetória

Casos recursais recebidos pelo STJ

Linha cheia: valores observados. Linha tracejada: projeção. A área sombreada mostra a margem de erro, que se alarga conforme o horizonte avança.

Observado Projetado Faixa provável (95%)
Ver os números em tabela
Ano Casos no STJ Limite inferior Limite superior Variação
O que isso significa na prática

Traduzindo o número

Cifras grandes só comunicam quando ganham escala humana.

Processos a mais por ano
—
em 2032, comparado a 2025
Por dia útil
—
considerando 250 dias úteis
Por gabinete, ao ano
—
distribuição uniforme entre 33 gabinetes
Construção de cenários

E se as condições mudarem?

A projeção do Panorama supõe que as tendências continuam. Aqui as premissas podem ser movidas, uma a uma, para medir o efeito de cada uma sobre o volume que chega ao STJ. Nada é salvo — os controles voltam ao padrão ao recarregar.

Premissas

A alavanca mais sensível. Mede a fração dos processos baixados no 2º grau que sobe ao STJ como recurso. Um filtro de relevância ou um acordo de redução de remessa atua aqui.
O ponto de partida da cadeia. Responde a litigiosidade, a eventos externos e a mudanças legislativas na origem.
A capacidade de resposta do 2º grau. Aumentar a baixa aumenta, no curto prazo, o que sobe ao STJ — o efeito é contraintuitivo e é real.
O ano projetado. Quanto mais distante, mais larga a faixa de incerteza.
Cenário construído · 2032
—
—
Cenário base
—
tendências mantidas
Diferença
—
contra o cenário base
Leitura: —
Comparação

Cenário construído contra a tendência

As duas trajetórias partem do mesmo ponto observado em 2025. A separação entre elas é o efeito acumulado das premissas alteradas.

Observado Cenário base Cenário construído
Ver os números em tabela
Ano Cenário base Cenário construído Diferença
Limite do instrumento. O SisPro mede volume. Um cenário mostra o que aconteceria se uma premissa mudasse — não afirma que ela vai mudar, nem que alguma medida de gestão a fez mudar. Atribuir efeito a uma causa exige grupo de controle e comparação antes/depois entre tribunais, o que é objeto do módulo Lupa.
De onde vem o que vai chegar

A projeção repartida por tribunal de origem

O total projetado vem do modelo, sobre os indicadores oficiais do CNJ. A repartição vem da API do DataJud, que preserva o tribunal de origem dentro do número de cada processo. São duas fontes com papéis distintos: uma projeta, a outra distribui.

Base da repartição
—
processos com tribunal de origem identificado
Originários do próprio STJ
—
—
Concentração nos cinco maiores
—
participação somada
Distribuição

Participação de cada tribunal no fluxo remetido

Contagem exata sobre o índice inteiro — não é amostra.

Aplicação

Quantos processos cada origem tende a mandar

O total projetado para o ano escolhido, repartido pelos pesos observados. Supõe que a participação de cada tribunal se mantém — premissa que a própria tabela permite questionar.

Tribunal de origem Participação Observado no índice Projetado Faixa provável
Quebra estrutural declarada. O TRF6 foi instalado em 2022, desmembrado do TRF1 (Minas Gerais). Ele aparece na tabela com participação mínima, mas o número reflete a idade do tribunal, não o volume que ele tende a remeter: nenhum processo anterior a 2022 leva o código dele, e o acervo do TRF1 antes desse marco inclui o que hoje seria do TRF6. As duas séries não são comparáveis atravessando 2022.
O que esta repartição não é. Os pesos vêm do acervo acumulado no índice do DataJud, não do fluxo de um único ano. Um tribunal cuja remessa cresceu recentemente aparece sub-representado, e o inverso também vale. Enquanto a série anual por origem não for consolidada, leia a coluna de participação como ordem de grandeza — não como taxa corrente.
Comparação

Quem está mudando, e em que direção

Todas as variáveis medidas, tribunal a tribunal, de 2009 a 2025. A projeção responde "quanto vai chegar"; esta tela responde outra pergunta — de onde vem o movimento. Escolha a variável, marque os tribunais e compare as trajetórias.

—

Tribunais de Justiça

27 · por região

Justiça Militar estadual

3
Existem em apenas três estados. Entram no universo do STJ porque são tribunais dos Estados (art. 105, III, da Constituição).

Tribunais Regionais Federais

6
—
Os anos não precisam ser contínuos. Ao pular anos, a linha é interrompida no vão em vez de atravessá-lo — atravessar afirmaria uma trajetória que não foi medida.
Trajetórias

—

—

Os números

Todos os tribunais, todas as variáveis

Os 36, sempre — independentemente do que esteja marcado acima. As seis primeiras colunas são do ano mais recente entre os selecionados (—); os marcados aparecem destacados.

Tribunal Casos novos 2º grau Baixados Pendentes IAD Congestion. Por magistrado Remessa ao STJ Participação
Ver a série completa do tribunal marcado, ano a ano
Tribunal Ano Casos novos Baixados Pendentes IAD Congestion. Por magistrado
Duas fontes na mesma tabela, com relógios diferentes. As seis primeiras colunas vêm da base SIESPJ e são anuais: referem-se ao que aconteceu naquele ano no tribunal. As duas últimas vêm da API do DataJud e são acumuladas: contam o que está hoje no acervo do STJ, com origem naquele tribunal. Por isso a remessa não aparece no gráfico de trajetória — não é uma série anual, e desenhá-la como se fosse seria mentir sobre o tempo.
O TRF6 tem série curta. Instalado em 2022, desmembrado do TRF1. Nada antes disso leva o código dele, e o acervo do TRF1 até 2022 inclui o que hoje seria do TRF6. As duas séries não são comparáveis atravessando esse marco.
Volume não é desempenho. Um tribunal com muitos casos novos por magistrado pode estar sobrecarregado, bem estruturado ou ambos — a variável mede fluxo, não qualidade nem esforço. Comparar tribunais de portes muito diferentes pelo valor absoluto tende a dizer mais sobre o tamanho do estado do que sobre a gestão.
Análise por amostra

O que estes tribunais podem mandar ao STJ

A projeção do Panorama trata o país como um bloco. Aqui a cadeia é aplicada tribunal a tribunal e somada — o que, medido, erra menos: 6,8% contra 9,4% do modelo agregado, e venceu nos nove testes de origem móvel. Escolha a amostra nas janelas abaixo — são as mesmas da tela Tribunais, e a seleção vale para as duas.

—
Projetado para 2032
—
—
Observado em 2025
—
entradas medidas no DataJud
Variação
—
do observado até o horizonte
Trajetória da amostra

—

—

Observado (DataJud) Projetado Faixa por simulação (95%)
Ver os números em tabela
AnoEntradas Faixa provávelVariação
Quanto disso é confiável

O erro medido, não o prometido

Estes números não vêm da teoria: saem de treinar o modelo até um ano e conferir contra o que aconteceu depois, repetidamente.

O modelo subestima, e isso é sistemático. Nos nove testes de origem móvel o erro foi negativo em todos — de −3,1% a −8,9%, média −6,8%. Não apliquei correção: um ajuste de fábrica esconderia a informação em vez de mostrá-la. Leia a projeção como piso plausível, não como centro.
A faixa cresce com o horizonte, e muito. Os erros acima são de um a dois anos à frente — o único horizonte que a série de oito anos permite aferir. Para 2032 a faixa mostrada vem do modelo, não de medição: é o que a estatística prevê, não o que já se observou.
Por que mudou

De onde veio a variação

O volume é o produto de três fatores, então a variação entre dois anos se reparte exatamente entre eles. Isto é aritmética, não modelo.

Onde agir

De qual elo vem a incerteza

Cada elo é movido pela sua própria margem de erro, com os outros dois parados. A barra mais larga é a do elo que mais empurra a projeção para cima e para baixo — é ali que reduzir incerteza vale mais.

Sensível não é o mesmo que acionável. A recorribilidade move muito o resultado, mas ela não é um botão do Tribunal: depende de decisão da parte, de jurisprudência e de filtros legais. Já os casos novos no 2º grau nem sequer são governados por aqui. Sensibilidade diz onde olhar, não onde apertar.
Estudo de evento

Um evento mudou a trajetória deste tribunal?

Mostrar que os processos de um tribunal subiram depois de um evento não prova que o evento causou a subida — talvez todos tenham subido. Aqui o tribunal é comparado com um tribunal sintético: uma média ponderada dos demais, construída para reproduzir a trajetória dele antes do evento. Se as duas andavam juntas e se separam depois, a separação é a estimativa do efeito.

O ano em que a mudança teria começado. Tudo antes dele serve para construir o sintético; tudo a partir dele é o que se quer medir.
Qualidade do ajuste

—

O que se vê

—

—

Tribunal analisado Tribunal sintético
As séries estão normalizadas pela própria média do período anterior ao evento — 1,00 é o nível médio de cada uma antes dele. Sem isso o método não se aplica: nenhuma combinação dos outros tribunais alcança o TJSP em nível absoluto, e o ajuste falharia por construção.

De quem é feito o sintético

TribunalPeso
Pesos não-negativos que somam 100%. É essa restrição que impede o método de extrapolar: o sintético é sempre uma mistura de tribunais que existem.

Diferença ano a ano

AnoAnalisado SintéticoDiferença
Isso se distingue de acaso?

Teste de placebo

O mesmo procedimento é aplicado a cada um dos outros tribunais, como se o evento tivesse atingido cada um deles. Se a diferença encontrada no tribunal analisado não se destacar da nuvem de placebos, ela não se distingue de flutuação comum.

O limite que não se negocia. O SisPro mede volume. Mesmo com contrafactual, o que sai daqui é a estimativa de uma diferença — não a prova de uma causa, e muito menos um juízo sobre a conduta de quem litiga. O Plano de Gestão exige critério "objetivo, multidimensional e auditável — não apenas volume". Esta tela aponta onde olhar.
E há um limite estatístico. O controle sintético foi feito para séries longas antes do evento. Aqui há no máximo 17 anos, e para eventos recentes sobram poucos pontos — o que torna o ajuste frágil e o teste de placebo pouco potente. Por isso a tela recusa resultados cujo ajuste anterior ao evento seja ruim, em vez de mostrá-los com ressalva.
Verificação cruzada

Cinco modelos, cinco caminhos até o mesmo número

Nenhum modelo é confiável sozinho. A convergência entre métodos independentes no curto prazo é o principal indício de robustez; a divergência no horizonte longo é esperada, e está declarada.

Modelo O que supõe 2026 2029 2032
Quando cada um falha

As hipóteses por trás de cada método

O modelo acerta?

Aferição por retrovisão

O teste honesto de um modelo preditivo é escondê-lo dos dados que ele deveria prever. Aqui os modelos são treinados apenas com os anos mais antigos da série e confrontados com os anos que já conhecemos.

Modelo — — Erro médio absoluto

Valores previstos por cada modelo, com o desvio percentual em relação ao observado. Positivo significa superestimativa.

Observado (CNJ) Previsto pelos modelos
Aferição repetida

Origem móvel — muitos testes em vez de um só

Um corte único mede pouco: um modelo pode acertar dois anos por sorte. Aqui o exercício é repetido — treina até um ano, prevê o seguinte, avança um ano e repete. Cada modelo sai com vários erros fora da amostra, não com dois.

Modelo Testes Erro médio absoluto Viés Pior caso
Cada ponto é um teste: o eixo mostra o ano previsto e a altura, o erro. A linha do zero é o acerto perfeito. Pontos sistematicamente de um lado indicam viés — o modelo erra sempre na mesma direção.
Acompanhamento do ano corrente

O ano está dentro do previsto?

Com o volume acumulado até certo mês, é possível anualizar o ritmo e comparar com a projeção. Serve para detectar desvio cedo — não substitui o fechamento oficial do ano.

Dado observado

A anualização supõe ritmo constante ao longo do ano. Meses de recesso e picos de distribuição distorcem a estimativa — leia o resultado como indício, não como medida.
Informe o volume acumulado e o mês para ver a comparação.
O que já está no cano

Chegadas que independem de novos ajuizamentos

Todo processo que hoje tramita na origem é um candidato a chegar aqui. Como o DataJud registra o ano de origem e o de entrada no STJ, dá para medir quanto de cada safra já chegou — e estimar quanto ainda vem. Isto não é extrapolação de tendência: é contabilidade de um estoque que já existe.

Ainda por chegar
—
de processos ajuizados até —
Previsto para —
—
só das safras já existentes
Erro deste método
+7,6%
medido contra 2026, fora da amostra
Já chegou Ainda por chegar
Ver por ano e por safra
Safra de origem Já chegou Total estimado Ainda por chegar % já chegado
Isto é um piso, não a projeção do ano. Conta apenas o que virá de processos já ajuizados — o que for ajuizado de 2026 em diante não entra. Por isso o número cai ano a ano: não é queda de demanda, é o estoque atual se esgotando. Para o total do ano, use o Panorama ou o Laboratório.
Confiabilidade

O que sustenta — e o que limita — esta projeção

Modelo principal: Componentes. Ele reconstrói a cadeia causal em vez de extrapolar apenas o histórico do STJ, o que o torna interpretável: dá para apontar qual elo mudou quando a projeção muda.
Verificação cruzada: outros modelos independentes são calculados e mostrados na tela Modelos. A convergência entre eles no curto prazo é o principal indício de robustez.
O que o SisPro não faz. Não identifica partes, advogados ou gabinetes — essa informação não existe nas bases públicas do CNJ. Não mede qualidade de decisão. Não conclui que há litigância abusiva: mede volume e aponta onde olhar, o que é diferente.
Base de cálculo

Série utilizada

O ano de 2020 é tratado como anômalo — suspensão de prazos e queda atípica de distribuição durante a pandemia — e fica fora do ajuste por padrão. Incluí-lo é possível, e o efeito sobre a projeção aparece imediatamente.

Ao incluir, n aumenta em um e o multiplicador t diminui — a faixa estreita, mas o ajuste passa a incorporar um ano que não representa o regime normal de distribuição.
Ano Casos novos 2º grau Baixados 2º grau Tempo médio (dias) Casos no STJ IAD Recorribilidade
Procedência

De onde vêm os dados

Modelo preditivo
Base SIESPJ · CNJ
Indicadores oficiais da Justiça em Números, calculados pela metodologia da Resolução CNJ 76/2009. Portaria CNJ 216/2012. Granularidade anual, série desde 2009.
Monitoramento e origem
API DataJud · CNJ
Metadados processuais — tribunal de origem, classe, assunto, movimentos. Portaria CNJ 160/2020. O CNJ não garante precisão (Termo de Uso, 3.6).
As fontes não se misturam. Os indicadores do modelo são calculados pelo CNJ segundo a Resolução 76/2009. Recalculá-los a partir dos metadados brutos da API produziria números divergentes dos oficiais, e a discussão deixaria de ser sobre a projeção para virar disputa sobre os dados. A API entra para repartir o total entre origens, não para produzi-lo.
Integridade

Verificação automática

Toda vez que a página carrega ou um controle muda, um conjunto de invariantes é testado. Se algo falhar, uma tarja aparece no topo da tela.

InvarianteSituação
Por que isso existe. Uma versão anterior deste sistema arredondava o resultado da função de predição. Como ela é usada também para o IAD (≈0,96) e para a taxa de recorribilidade (≈0,09), o arredondamento transformava a taxa em zero e zerava o modelo de Componentes — o principal — sem que nada na tela indicasse erro. A regra: arredondar é tarefa exclusiva da camada de exibição.